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Um acto de corrupção tem na sua génese uma profunda dose de egoísmo

“A corrupção está muito associada ao conflito de interesses: quando o interesse particular se sobrepõe ao interesse colectivo – que é o pressuposto fundamental de se exercer funções públicas. Não é suposto os servidores públicos estarem a utilizar as suas funções para satisfazerem interesses próprios e dessa forma negarem, às vezes com prejuízos muito grandes, a satisfação do interesse geral. É subverter a acção do Estado. E são os cidadãos que ficam a perder.”

Muito estimulado por directivas e recomendações europeias, o trabalho que vem sendo feito na prevenção e controlo da corrupção no país parece estar aquém das expectativas – nacionais e internacionais. “(…) A corrupção em Portugal equivale a qualquer coisa como 7,9% do PIB – valor que corresponde ao orçamento do Ministério da Saúde”, informa o professor de Ética e Deontologia do ISCSP António João Maia. “Significa que devíamos ter pagado menos impostos pelos serviços que tivemos”, afirma. O especialista sublinha que “é do interesse colectivo tentar melhorar a situação”, mas adverte que isso exigirá um esforço de todos: das instituições públicas (políticas e administrativas), das organizações e da sociedade civil. Só com mais responsabilidade, integridade e cidadania daremos o salto. 

Clique aqui para ver a notícia no site Fronteiras XXI, 18-04-2021